quinta-feira, 7 de abril de 2016

Coração partido: morte do companheiro pode aumentar o risco de ataque do coração, diz estudo



Pessoas com menos de 60 anos cujos parceiros morreram inesperadamente estão em maior risco





Uma nova pesquisa, liderada por um especialista da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, aponta que a morte de um parceiro pode fazer com que os batimentos cardíacos de uma pessoa se tornem irregulares, podendo gerar ataques cardíacos e levar até mesmo à morte. 
Dados coletados com cerca de um milhão de dinamarqueses mostram um risco elevado de desenvolvimento de problemas no coração dentro de um período de um ano após a morte do parceiro.
Dentre as pessoas analisadas, aquelas com menos de 60 anos cujos parceiros morreram inesperadamente estão mais em perigo.
Ainda segundo a pesquisa — publicada na revista on-line Open Heart nesta quarta-feira (6) —, o risco de problemas cardíacos é maior "de 8 a 14 dias após a perda". No entanto, "um ano após a perda, o risco era quase o mesma que no resto da população".
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Nos últimos anos, diversos estudos têm mostrado que os cônjuges que perdem seus parceiros têm maior risco de morrer — particularmente de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. No entanto, o método de pesquisa não costumava ser claro.
O mais recente levantamento focou especificamente em descobrir se parceiros enlutados são mais propensos a desenvolver fibrilação atrial — o tipo mais comum de arritmia cardíaca —, e fator de risco para acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca.
Os pesquisadores dinamarqueses utilizaram dados populacionais coletados entre 1995 e 2014 para procurar um padrão.
Do grupo, 88,612 pessoas foram diagnosticadas com fibrilação atrial, enquanto outras 886.120 eram saudáveis.
"O risco de desenvolver batimento cardíaco irregular pela primeira vez (após a morte do parceiro) foi 41% maior entre os enlutados do que nas pessoas que não tinham perdido um ente querido".
Fonte: R7