sexta-feira, 19 de junho de 2015

Modelo teve perna amputada após desenvolver Síndrome do Choque Tóxico por usar absorvente interno




Uma modelo da Califórnia, nos EUA, perdeu sua perna após contrair a Síndrome do Choque Tóxico (SCT), além de quase ter morrido. Agora, ela está processando a empresa que fabricou os absorventes Kotex que ela usou - e os supermercados que os venderam - na esperança de que sua provação horrível faça com que as mulheres tornem-se mais bem informadas sobre os riscos de seu uso.





A ação de Lauren Wasser alega que a Kimberly-Clark Corporation e a rede de supermercados ‘Kroger’ e ‘Ralph’s’, foram"negligentemente, desenfreadamente, de forma imprudente, tortuosamente, e ilegalmente responsáveis”,de alguma maneira, pela internação de Lauren, já que o aviso legal na caixa de absorventes não estava claro o suficiente.
O aviso da embalagem diz: "Troque seu absorvente interno de quatro a oito horas, inclusive durante a noite". A família contesta que é preciso enfatizar tal aviso, já que uma noite de sono, às vezes, pode representar mais que oito horas, principalmente em adolescentes aos finais de semana.

Três anos atrás, Lauren, então com 24 anos, vivia seu sonho de modelo, aparecendo nas principais revistas do país. A provação que iria transformar sua vida para sempre começou em 2012. Assim como a maioria das meninas, Lauren conhecia as regras de trocar o absorvente a cada três ou quatro horas. Nesse dia Lauren o trocou na parte da manhã, tarde e noite.
Naquela noite, durante a festa de um amigo, ela começou a sentir-se mal e voltou para casa, onde foi dormir. A única coisa que ela lembrava, depois disso, foi ter acordado com a polícia batendo em sua porta. Ainda atordoada, Lauren voltou para a cama. Um amigo voltou com a polícia e encontrou-a de bruços no chão do quarto, com uma febre de 41 graus.
Lauren foi levada às pressas para o hospital, onde os médicos disseram que seus órgãos internos estavam se contorcendo, já que ela havia sofrido um ataque cardíaco fulminante e ficou dez minutos sem batimentos. A equipe médica ficou perplexa, até que um especialista em doenças infecciosas perguntou se ela estava usando um absorvente. Eles enviaram-no para o laboratório, onde foi constatada a Síndrome do Choque Tóxico, uma complicação de infecções bacterianas, geralmente envolvendo bactérias estafilococos (ou Staphylococcus aureus).
Embora seja rara, a SCT tem sido associada ao uso de absorventes internos desde quando um desses produtos, da Proctor & Gamble, causou um grande número de mortes, durante os anos 1980. De acordo com um estudo conduzido pelo jornal Yale de Biologia e Medicina, a carboximetilcelulose geleificada nos absorventes, proporcionou um meio viscoso em que as bactérias poderiam crescer. Hoje, a síndrome é rara, afetando cerca de 1 a cada 100.000 pessoas.
A infecção de Lauren tinha se transformado em gangrena, e ela teve que amputar metade de sua perna direita.
Com o processo, a equipe de advogados da família também quer criar consciência sobre o uso de materiais sintéticos pela indústria de absorventes, tornando as mulheres cientes dos perigos.
"Todos sabem que o cigarro pode matar, então, quando você fuma, a escolha é sua. Se eu tivesse conhecimento sobre a SCT, jamais teria usado absorventes”, disse Lauren.

Fonte:R7